Dica de cinema: Divã


Bom dia!

Estou em falta em homenagear as mães...é que não tive tempo de vir aqui antes mesmo. Mas, quero deixar meu abraço e beijo carinhoso a todas as mamães que frequentam esse blog!
Ontem deixei o filhote com minha mãe e fui fazer um programinha a dois com o maridex...fomos ao cinema.
Quem quer dar muitas risadas, recomendo o filme brasileiro Divã, é imperdível!
A Lilia Cabral está maravilhosa, o filme tem a medida certa do humor e também da emoção.
Não deixem de conferir!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Dica: Um presente diferente

Quando se está com uma pessoa há muito tempo, chega um momento que não sabemos mais o que comprar para dar de presente, né?
É muito complicado, a gente acaba repetindo algumas coisas e não tem grandes novidades.
Há algumas semanas recebi uma dica muito legal, de uma amiga que estava a procura de um presente para dar.
Ela achou um site em que você dá de presentes experiências.
Estranho?
Nem tanto, olhem só aqui.
Que tal dar de presente uma viagem de balão, ou um dia relaxante num day spa, ou um passeio com um ídolo, um passeio de limusine, uma volta nas pistas de Interlagos, ou um jantar romântico naquele restaurante legal??????
São várias as opções, pra todos os gostos e bolsos.
Fica aqui uma dica diferente.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Camisetas de garrafa pet

No dia dos pais, a escola que meu filho estuda, presenteou os papais com camisetas feitas de fibras de garrafas pet, achei o máximo! São bonitas e uma ótima maneira de reciclagem.
Hoje entrando no blog da Cristiane, vi um post indicando o blog Futuro do Presente, que é justamente sobre isso, produtos feitos com garrafas pets recicladas.
Vale a pena dar uma conferida!
Beijo

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Fui, gostei e indico!


Resolvi criar o espaço: fui, gostei e indico!
Nada mais é do que dicas de lugares, hotéis e passeios que fiz e gostei.

Vou inaugurar indicando o Museu de Zoologia da USP...é um passeio muito gostoso para se fazer num domingo a tarde com a família, como fiz nesse final de semana.
O museu é super conservado, limpo, interessante, bonito e os funcionários muito bem educados.
Muitos adultos pensam que museu é algo entediante para crianças, mas não é! Se criamos o hábito desde cedo nos filhos, a apreciar cultura, arte, história, eles irão cada vez se interessar mais.
Meu filho adorou, até porque logo na entrada tem um esqueleto de um dinossauro gigante e ele adora dinossauros!!!!!
Quando chegou em casa, pediu para o pai contar mais sobre a história dos dinossauros e dos bichos que ele havia visto no museu.
Fica aqui a dica, um passeio delicioso e barato!

imagem: foto tirada por mim, de um dos vitrais do museu

terça-feira, 22 de julho de 2008

Dica de passeio: Espaço Tam Kids e Espaço Playmobil


Férias escolares = criança saracoteando dentro de casa!
O que a mãe faz?
Procura zilhões de passeios para fazer com o filhote...a cidade está cheio deles e vários eventos grátis!!!!!!!
Os Sescs tem espetáculos e contação de histórias...
Alguns parques também estão fazendo eventos infantis...
Todos os shoppings tem atividades para as crianças e hoje fomos em um muito legal.

No shopping Higienópolis tem o espaço Tam Kids, com simulador de vôo, escorregador, piscina de bolinhas, cama elástica, pintura e animação com monitor. No final as crianças ganham um kit com quebra-cabeça, jogo da memória, revistinha, chaveiro e um crachá com foto, que é chamado de mini-brevê...quando fizerem um vôo pela Tam, quem estiver com esse crachá será considerado parte da tripulação, terá seu nome mencionado durante o vôo e se quiser, poderá ajudar os comissários e conhecer o avião....muito legal!!!!!

No mesmo shopping, tem o espaço Playmobil...sim, aqueles bonequinhos fofos e super gostosos de brincar, que enlouqueceram a minha geração estão de volta!!!!! Tem pintura no gesso, quebra-cabeça gigante e as crianças podem ficar brincando com vários bonequinhos e cenários, uma delícia!

Levei meu filho e uma sobrinha e os dois se acabaram de tanto brincar.
Fica aqui a dica, vai até 31/07 e é para crianças de 4 à 11 anos.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Dica literária: Viaje Sozinha





Essa dica é para aquela mulher que adora viajar, mas tem medo de ir sozinha e não saber se virar: VIAJE SOZINHA -->DICAS E EXPERIENCIAS PARA QUE VOCE EMBARQUE NA BOA, das jornalistas Flavia Soares Julius e Maristela do Valle, editado pela Panda Books.
Vamos a sinopse:


"Quantas vezes você já quis viajar sozinha, mas achou que não era uma boa idéia? Talvez você tenha afastado esse projeto por falta de coragem. Pois o número de mulheres de todas as idades que viajam sozinhas tem crescido no mundo inteiro. E não é por falta de companhia, não. As mulheres simplesmente encontraram um grande prazer nesse estilo de passeio. Pode ser uma viagem de férias, uma viagem antes de um novo emprego ou até uma viagem para esquecer uma relação que terminou. Conheça mais de você mesma enquanto visita o Museu do Louvre, come paella na Espanha, dança forró no Nordeste ou mergulha em Fernando de Noronha. Neste livro, Flávia e Maristela mostram que viajar sozinha pode ser uma alternativa que proporciona experiências fascinantes."

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Dica literária: TERRA E CINZAS





Hoje a dica é de um romance: Terra e Cinzas, editado pela Estação Liberdade.Foi escrito por Atiq Rahimi, um escritor afeganistão, mas que vive refugiado na França desde 1985.
Vamos a sinopse:





"Um ancião num vale esquecido à beira de um rio ressecado. Um menino que não ouve mais. Uma cabana de vigia à entrada de uma mina. E mais nada, além do ressecado do vale desértico. Do escritor e cineasta afegão Atiq Rahimi, este é um panfleto anti-guerra, onde o velho e seu neto estão aguardando, num passar do tempo raro na literatura mundial, uma carona para a mina onde está trabalhando o filho do primeiro e pai do segundo, com a incumbência de anunciar a ele que a família morreu num ato de guerra. O pano de fundo é o conflito gerado durante o regime pró-soviético no início dos anos 80. Mas os sinais e o opressor de plantão são intercambiáveis, e são o que permanece desta leitura que faz o leitor mergulhar no mundo de antigos contos persas."


Vejam o que disse o jornal O Estado de São Paulo sobre o livro:


O Estado de S. Paulo / Data: 11/1/2004 -As implacáveis lembranças do Afeganistão Atiq Rahimi transforma seu livro Terra e Cinzas em longa de ficção
Por Ubiratan Brasil:


"O escritor afegão Atiq Rahimi deixou momentaneamente o trabalho solitário da escrita para se fechar em uma sala de edição – em Paris, onde mora desde 1985. Ele se ocupa como trabalho de finalização de seu primeiro longa-metragem de ficção, Terra e Cinzas, inspirado em seu próprio livro. E, para realizar o filme, embarcou em uma viagem sentimental, pois voltou ao Afeganistão depois de ser obrigado a deixar o país quando iniciou a guerra civil nos anos 1980, marcada pela retirada dos soviéticos.
As lembranças voltaram forte quando Rahimi e sua equipe chegaram à mina de carvão de Karkar, na rota que liga a cidade de Pol-e-khomi à capital, Cabul. O escritor esteve no local em 1981, quando atuava como jornalista e lá presenciou cenas inesquecíveis, como os trabalhadores descendo até 200 metros abaixo da terra, sem a proteção de capacetes e com os pés nus. Foi a partir dessa experiência que ele se inspirou para escrever Terra e Cinzas, já editado no Brasil, pela Estação Liberdade (80 págs.), que lançou também seu livro seguinte, "As Mil Casas do Sonho e do Terror" (180 págs.).
Na verdade, trata-se de um conto: depois do massacre de uma vila afegã pela armada soviética, um ancião, Dastaguir, e seu neto, Yassin, que não escuta mais, partem em busca de Murad, pai do garoto e filho do velho, para relatar as mortes provocadas pelo ataque. Em um passar de tempo raro na literatura mundial, os dois aguardam uma carona para amina onde Murad trabalha e vislumbram, com amargura, que de seu país, outrora belo, sobraram apenas cinzas contas com a guerra e uma reflexão sobre a posição do homem diante da morte”, contou Rahimi em 2002, quando esteve em São Paulo para a Bienal do livro justamente para lançar Terra e Cinzas. Ele deixou o país rumo ao Paquistão, em uma jornada de oito dias a pé em pleno inverno. Aceito como refugiado político na França (nação que escolheu, entre outros motivos, por causa do cineasta Alain Resnais e seu filme "Hiroshima, Meu Amor"), ele se doutorou em comunicação audiovisual na Sorbonne, tornando-se também diretor de documentários."



fonte: http://www.livrariacultura.com.br/


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Dica literária: MIL TSURUS



Outro romance de Yasunari Kawabata, escritor japonês é Mil Tsurus, editado pela Estação Liberdade.
Uma referência especial a capa, que achei linda!
Vamos a sinopse:






"Publicado originalmente em capítulos por revistas japonesas, este romance foi escrito entre os anos 1949 e 1951, período de reconstrução de um Japão devastado pela Segunda Guerra. Nesse contexto em que a sociedade japonesa se reestruturava e também se defrontava com valores culturais vindos do Ocidente, Kawabata resgata valores tradicionais de seu país, fazendo da cerimônia do chá o pano de fundo para a história de Mil tsurus. Kikuji Mitani é um jovem que, durante uma cerimônia do chá, reencontra duas antigas amantes de seu falecido pai, Chikako Kurimoto e a viúva Ota, e de repente se vê profundamente envolvido com elas. Enquanto Chikako tenta arranjar um casamento para Kikuji, este inicia um inesperado romance com a senhora Ota, que por sua vez tem uma filha chamada Fumiko, de quem Kikuji também irá se aproximar. Mas há ainda Yukiko, a delicada jovem pretendente a se casar com Kikuji, personagem que representa serenidade num ambiente repleto de ressentimentos e intrigas. Não é por acaso que a moça é descrita usando um lenço de seda ilustrado com tsurus, ave que simboliza nobreza e felicidade na tradição japonesa. Nessa história em que o passado, através da figura do pai do protagonista, desperta sentimentos em conflito, Kawabata demonstra seu profundo conhecimento da antiga cultura de seu país e enaltece a importância da arte oriental, representada nas cerâmicas seculares do ritual do chá. Ao mesmo tempo em que discorre sobre a permanência da arte no decorrer dos séculos, sobrevivendo a gerações, o autor nos mostra o lado efêmero da vida e das relações humanas."




sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Dica de Blog








Olá, amigos...

Pra aliviar um pouco o post pesado de ontem, se vocês quiserem chorar de dar risada, acessem o blog Espasmos de Riso Descontrolado (Anne, Mila e Flavinha) e leiam o post da Anne, de 03/12/07: A Saga do Passarinho Surtado.
Eu fiquei aqui morrendo de dar risada...foi ótimo pra descontrair.
Anne, querida, contine escrevendo, você tem talento!
Beijos

sábado, 8 de dezembro de 2007

Dica Literária: VER - AMOR


Um romance, com tema já muito abordado, mas que vai nos chocar para sempre.
VER - AMOR, de David Grossman, é editado pela Companhia das Letras.
Vamos a sinopse:






"Na década de 1950, em Israel, o menino Momik, filho de judeus sobreviventes do Leste Europeu, interpreta à sua maneira os silêncios e fragmentos de conversas dos adultos sobre o que viveram na 'terra de lá' (a Europa dominada por Hitler). Convencido de que a 'besta nazista' é, literalmente, um monstro horrendo, resolve atraí-la a um galpão no fundo de sua casa para poder destruí-la, com a ajuda do avô Anshel Wasserman, que aparentemente ficou louco num campo de concentração. Já adulto, e agora romancista, Momik recria literariamente a história de Bruno Schulz (1892-1942), escritor polonês morto por um soldado nazista no gueto de Drohobycz. Na variante inventada por Momik, porém, Schulz foge para Dantzig e se atira no mar do Norte, em cujas profundezas vive uma aventura fantástica e alegórica. Outra história dentro da história é a do avô Wasserman, ele próprio autor, na década de 1910. Em 1943, prisioneiro de um campo de concentração, Wasserman se transforma numa espécie de Sherazade às avessas - ao descobrir que é invulnerável às inúmeras formas de assassinato praticadas pelos nazistas, ele conta a cada noite novas histórias ao comandante do campo, e em troca este tenta matá-lo. Narrado em várias vozes, fundindo gêneros e estilos, 'Ver - amor' cobre de modo não linear praticamente todo o século XX, tendo como núcleo a experiência indizível do Holocausto."

Veja o que disse o jornal O Estado de São Paulo em 19/05/2007:

Tentando imaginar o horror em estado puro

Ver: Amor é um exercício em quatro partes para decifrar a tragédia do Holocausto.
Antonio Gonçalves Filho

Há 20 anos, ao ser lançado em Israel, Ver: Amor causou impacto porque, ao contrário das obras de autores como Eli Wiesel, seu livro não é o testemunho de um sobrevivente nem um testamento político, mas um exercício literário sobre o Holocausto. Dividido em quatro partes ligadas entre si, Ver: Amor tem algo de fantasmagórico. Os personagens desaparecem e ressurgem em cada uma delas e em diferentes contextos. Uma criança na primeira parte, que faz o papel de narrador, reaparece como adulto na segunda parte para logo em seguida desaparecer na poeira do tempo. É como se a voz do narrador tivesse sido absorvida pelo grande aspirador da sociedade civil européia dos anos 1940, que negou aos judeus a posse de uma identidade. O narrador é um garoto de 9 anos, Momik, que cresce em Israel nos anos 1950 e tenta encurralar a “besta nazista” que cresce em sua imaginação à medida que ouve as histórias apavorantes contadas pelo avô, sobrevivente de um campo de concentração alemão. Já adulto e escritor, nos anos 1980, Momik fica obcecado pela figura do escritor judeu polonês Bruno, místico morto por um nazista da SS. Nessa segunda história, surrealista, Grossman reinventa a vida do polonês, que consegue escapar, pular no mar Báltico, entrar em comunhão com os peixes e virar salmão. Na terceira parte, é a vez de reconstituir a história do avô, seguida no epílogo por uma tentativa quase enciclopédica de entender a tragédia do Holocausto por meio de palavras aleatoriamente agregadas. Trata-se quase de uma autocrítica de Grossman, a admissão da impotência da palavra diante do indizível, conduzindo o leitor a uma estrada sem fim, pavimentada pela abstração e pelo horror. Impossível não lembrar de Adorno, o filósofo que disse ser impossível escrever poesia após o Holocausto, na última entrada permitida ao leitor. O derradeiro tema desafia o tratamento ficcional, sem dúvida, mas a sensibilidade de Grossman é grande para convencer o leitor a seguir adiante. As palavras, afinal, devem servir para alguma coisa.

fonte: www.livrariacultura.com.br






sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Dica de fim de Semana: Bazar da Matrice






















Bom dia, povo do bem!
A dica de fim de semana é especial para quem mora aqui em São Paulo.
Que tal comprar os presentinhos de Natal e ao mesmo tempo ajudar numa boa causa?
Pois então, a Matrice, grupo que apóia a amamentação infantil, realizará dia 09/12/07 um lindo bazar de Natal.
Juntem os amigos, a família e participem do evento!
Beijos

Dica Literária: GUIA DE MUSICA CLASSICA - ILUSTRADO


Para quem gosta de música clássica, a dica de hoje é especial: GUIA DE MUSICA CLASSICA - ILUSTRADO, de John Burrows, editado por JORGE ZAHAR.
Vamos a sinopse:






"Viaje por mais de 1.000 anos de música clássica nesse guia ilustrado definitivo. Este livro traz a vida e obra dos grandes mestres, desde os cantos medievais até as sinfonias contemporâneas. Na apresentação, oferece um panorama geral da música clássica - seus elementos, instrumentos e formas de execução. De maneira didática, mostra a trajetória da música clássica dividida por períodos, da música antiga à moderna."

fonte: www.livrariacultura.com.br

sábado, 1 de dezembro de 2007

Dica Literária: INFIEL - A HISTÓRIA DE UMA MULHER QUE DESAFIOU O ISLÃ


A dica de hoje, é um livro que nos chama a atenção para os abusos e absurdos que essas mulheres ainda são obrigadas a suportar.
Um livro que todos devem ler: INFIEL - A HISTÓRIA DE UMA MULHER QUE DESAFIOU O ISLÃ, de Ayaan Hirsi Ali, editado pela Companhia das Letras.
Vamos a sinopse:




Em novembro de 2004, o cineasta Theo van Gogh foi morto a tiros em Amsterdã por um marroquino, que em seguida o degolou e lhe cravou no peito uma carta em que anunciava sua próxima vítima - Ayaan Hirsi Ali, que fizera ao lado de Theo o filme Submissão, sobre a situação da mulher muçulmana. E assim essa jovem exilada somali, eleita deputada do Parlamento holandês e conhecida na Holanda por sua luta pelos direitos da mulher muçulmana e suas críticas ao fundamentalismo islâmico, tornou-se famosa mundialmente. No ano seguinte, a revista Time a incluiu entre as cem pessoas mais influentes do mundo. Como foi possível para uma mulher nascida em um dos países mais miseráveis e dilacerados da África chegar a essa notoriedade no Ocidente? Em 'Infiel', sua autobiografia precoce, Ayaan narra a impressionante trajetória de sua vida, desde a infância tradicional muçulmana na Somália até o despertar intelectual na Holanda e a existência cercada de guarda-costas no Ocidente. É uma vida de horrores, marcada pela circuncisão feminina aos cinco anos de idade, surras freqüentes e brutais da mãe, e um espancamento por um pregador do Alcorão que lhe causou uma fratura no crânio. É também uma vida de exílios, pois seu pai, quase sempre ausente, era um importante opositor da ditadura de Siad Barré - a família fugiu para a Arábia Saudita, depois para a Etiópia, e finalmente se fixou no Quênia. Obrigada a freqüentar escolas em muitas línguas diferentes e conviver com costumes que iam do rigor muçulmano da Arábia à mistura cultural do Quênia, a adolescente Ayaan chegou a aderir ao fundamentalismo islâmico como forma de manter sua identidade. Mas a guerra fratricida entre os clãs da Somália e a perspectiva de ser obrigada a se casar com um desconhecido escolhido por seu pai, conforme uma tradição que ela questionava, mudaram sua vida, e ela acabou fugindo e se exilando na Holanda. Ela descobre então os valores ocidentais iluministas de liberdade, igualdade e democracia liberal, e passa a adotar uma visão cada vez mais crítica do islamismo ortodoxo, concentrando-se especialmente na situação de opressão e violência contra a mulher na sociedade muçulmana.


Saiu na Revista Veja em 17/10/2007:

Ayaan Hirsi Ali é uma mulher de sorte. Pelo menos, é o que ela diz no epílogo de Infiel (tradução de Luiz A. de Araújo; Companhia das Letras; 512 páginas), seu livro de memórias. Não deixa de ser uma declaração surpreendente: nas páginas que antecedem o capítulo final, Ayaan passa pela excisão do clitóris, em uma operação bárbara, realizada sem anestesia, e é espancada até ter a cabeça fraturada por um professor da escola islâmica – para ficar apenas com os infortúnios da infância. Crítica feroz da opressão das mulheres sob o Islã, a ex-parlamentar holandesa de origem africana detesta a insinuação de que seus ataques são resultado do ressentimento por seu passado "traumático". "Quero ser julgada pela legitimidade dos meus argumentos, não como uma vítima", escreve ela. Não resta dúvida, porém, de que sua biografia empresta força ao seu argumento. Ayaan diz basicamente que o mundo islâmico em geral está em descompasso com a modernidade e que as sociedades ocidentais oferecem mais liberdade e segurança, sobretudo para as mulheres. Nascida na Somália e criada por uma família muçulmana, Ayaan tem a autoridade da experiência para falar desses temas. A grande sorte de Ayaan foi sua fuga para a Holanda, país que lhe deu cidadania e onde ela fez uma breve e controversa carreira política, como parlamentar pelo Partido Liberal. Na Holanda, ela colaborou com o cineasta Theo van Gogh na realização do curta-metragem Submissão, que inflamou os fundamentalistas por sua denúncia da condição feminina sob o Islã – e pelo sacrilégio de mostrar trechos do Corão, em árabe, impressos sobre a pele nua de uma mulher espancada. Em 2004, Mohammed Bouyeri, holandês de ascendência marroquina, matou Van Gogh quando ele andava de bicicleta nas ruas de Amsterdã. Depois de balear o cineasta, ele o degolou e afixou, com uma faca, uma carta em seu peito – repleta de ameaças a Ayaan, que então passou a viver sob vigilância constante de guarda-costas. Incomodados com esse aparato de segurança, os vizinhos de Ayaan pleitearam, na Justiça, que ela deixasse o prédio. Pela mesma época, surgiram acusações de que ela teria mentido na sua solicitação de cidadania holandesa, em 1997. Detalhes mínimos como a mudança de um nome de família quase causaram cassação da cidadania – e provocaram uma crise que levou à queda do gabinete liberal, em 2006. Ayaan mudou-se para os Estados Unidos, onde aceitou uma posição no American Enterprise Institute, um "think tank" conservador. A mulher que estava destinada à servidão doméstica – o pai chegou a arranjar seu casamento com um desconhecido – acabou entrando para uma lista das 100 pessoas mais influentes do mundo elaborada pela revista Time, em 2005. Adversária do relativismo, Ayaan não admite que práticas como a ablação do clitóris e o casamento arranjado à revelia da mulher sejam desculpadas em nome do respeito a tradições primitivas. Essas posições perfeitamente razoáveis têm valido a ela uma bizarra acusação de rendição ao "imperialismo cultural" do Ocidente – como se ela devesse se submeter à opressão e à tortura por fidelidade a suas raízes. À parte sua história fascinante, marcante no livro de Ayaan é o desassombro com que ela afirma cabalmente a superioridade dos valores ocidentais: "Passei do mundo da fé para o mundo da razão. Sei que um desses mundos é simplesmente melhor do que o outro".

fonte: www.livrariacultura.com.br

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Dica Literária: UMA APRENDIZAGEM OU O LIVRO DOS PRAZERES



A dica de hoje é um livro da grande Clarice Lispector: UMA APRENDIZAGEM OU O LIVRO DOS PRAZERES, editado pela Rocco.
Vamos a sinopse:

"Como em todas as obras de Clarice Lispector, 'Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres' é um ponto de vista feminino a respeito da vida. Lóri, na verdade, é a personagem central, enquanto Ulisses ocupa um papel secundário, mero referencial para os pensamentos e atitudes de Lóri. O livro conta, acima de tudo, a viagem empreendida por Lóri em busca de si própria e do prazer sem culpa. Uma viagem na qual Ulisses funciona como um farol, indicando onde estão os perigos e o caminho correto para a aprendizagem do amor e da vida."




sábado, 17 de novembro de 2007

Dica Literária: TRAVESSURAS DA MENINA MÁ




Minha amiga blogueira Jana falou que havia ganho esse livro e fui conferir, pelo que li na sinopse achei muito bom!
Travessuras da Menina Má, é de Mario Vargas LLosa escritor nascido no Peru e que é reconhecido mundialmente com um dos maiores escritores de lingua espanhola. O livro foi editado pela Alfaguara Brasil.
Vamos a sinopse:

"O peruano Ricardo vê realizado, ainda jovem, o sonho que sempre alimentou - o de viver em Paris. O reencontro com um amor da adolescência o trará de volta à realidade. Lily - inconformista, aventureira e pragmática - o arrastará para fora do pequeno mundo de suas ambições. Ricardo e Lily - ela sempre mudando de nome e de marido - se reencontram várias vezes ao longo da vida, em diferentes cidades do mundo que foram cenários de momentos emblemáticos da História contemporânea. Na Paris revolucionária dos anos 60; na Londres das drogas, da cultura hippie e do amor livre dos anos 70; na Tóquio dos grandes mafiosos dos anos 80; e na Madri em transição política dos anos 90. Assim, ao mesmo tempo em que conta a história de um amor arrebatador, 'Travessuras da menina má' traça um quadro vigoroso das transformações sociais européias e convulsões políticas da América Latina. Muitas das experiências de vida de Vargas Llosa aparecem aqui, por meio de seus personagens - os tempos de penúria em Paris, seu trabalho como tradutor, sua simpatia pela revolução cubana e a ligação permanente com seu país de origem, o Peru. Criando uma tensão entre o cômico e o trágico, numa narrativa ágil, vigorosa e terna, que conduz o leitor nesta dança de encontros e desencontros, Mario Vargas Llosa joga com a realidade e a ficção para contar uma história em que o amor se mostra indefinível, senhor de mil faces, como a menina deliciosa e má."

Vejam o que saiu no Jornal O Globo sobre o livro:

"O Globo / Data: 10/11/2006 -Maldade mania
'Travessuras de menina má', do peruano Mario Vargas Llosa, toma conta das livrarias do Rio
Por André Miranda :
Talvez seja o nome do autor impresso maior do que o título na capa. Talvez sejam os relatos históricos, as viagens por diversas partes do mundo, os encontros e desencontros amorosos. Ou talvez seja mesmo o fascínio pelas tais "meninas más". Os motivos variam - e essa afluência, talvez, seja em si só outro motivo - para "Travessuras da menina má" ter se tornado em tão pouco tempo um dos maiores fenômenos literários da cidade. Ou, melhor, uma mania. As pessoas compram, comentam, emprestam e presenteiam os amigos com o novo livro do peruano Mario Vargas Llosa, uma história de amor que ultrapassa tempo e espaço. E que, definitivamente, tomou conta do Rio.
O romance, que foi lançado no país em 20 de setembro pelo selo Alfaguara, é atualmente o livro de ficção mais vendido, da editora Objetiva. Até agora, foram cerca de 22 mil exemplares vendidos no Brasil, de uma tiragem inicial de 30 mil exemplares. E uma segunda edição, de 20 mil unidades, já foi impressa.
Um 'boom' logo no primeiro sábado
. "Travessuras da menina má" é também o campeão de vendas das livrarias Travessa (uma filial em Ipanema, três no Centro), da Argumento (filiais no Leblon, Copacabana e Barra) e da Unibanco Arteplex (Botafogo), por exemplo. A performance é comparável pelos livreiros ao furacão "O caçador de pipas" (Nova Fronteira), que, lançado há um ano, já vendeu mais de meio milhão de exemplares no Brasil.
- Para se ter uma idéia, nós vendemos 26 exemplares de "O caçador de pipas" em seu primeiro sábado nas prateleiras. Do "Travessuras", foram vendidos 80 exemplares. O primeiro mês de ambos é quase idêntico, com 700 volumes vendidos - conta Nica Monteiro, gerente de compras da Travessa. - Nem "O código Da Vinci" (Sextante) teve um começo tão bom.
Outra comparação possível é com "O livreiro de Cabul" (Record), sucesso editorial de 2006 que, desde julho, já vendeu cerca de 100 mil exemplares no país. Porém, para Elisa Ventura, administradora da Unibanco Arteplex, o resultado inicial ainda é favorável à obra de Vargas Llosa.
- Não houve outro livro este ano que tenha vendido com tanta rapidez. Foi realmente um início muito forte. "O livreiro de Cabul" demorou um pouco para pegar. "Travessuras", por sua vez teve um boom impressionante e, na última semana, chegou a esgotar no estoque da livraria. Resta saber se ele vai ter fôlego para se manter por mais tempo na lista dos mais vendidos – diz Elisa.
O sucesso não foi exclusivo das livrarias cariocas. Na Espanha, a obra foi lançada em junho e vendeu 150 mil exemplares. Na América Latina de língua espanhola, desde abril já foram vendidos 120 mil. Além disso, o livro foi lançado em Portugal, Itália, França, Alemanha e Holanda. E em 2007, de acordo com Roberto Feith, diretor da Objetiva, deve ganhar o mundo:
- O Vargas Llosa é um autor global. É um escritor em pleno domínio de sua arte, com grande capacidade técnica. Nós não temos dúvida que o livro vai passar da segunda edição no Brasil.
Mas não é apenas o famoso escritor peruano o responsável por todo o sucesso. A paixão do tradutor e intérprete Ricardo pela misteriosa Lily atravessa gerações e países: a partir de Lima nos anos 50, eles se encontram em cidades como Paris, Londres, Tóquio e Madri, com todos os acontecimentos históricos e mudanças culturais que se seguiram presentes no romance. Ele, apaixonado. Ela, má.
Foi essa história que atraiu admiradores como Olívia Hime, diretora artística da gravadora Biscoito Fino. Ela conta que ficou anos sem se aventurar pelos livros do Vargas Llosa e se sentiu em débito. "Travessuras", portanto, foi, para Olívia, uma forma de se redimir com o peruano. E ela gostou tanto que já presenteou quatro amigos com a obra.
- Levei para um fim de semana em Angra e brigava com o Francis (o compositor Francis Hime, marido de Olívia), porque ele queria roubar o livro de mim. Acabamos nos alternando em turnos e nós dois chegamos ao fim em dois dias - conta ela. - É uma beleza de história. Os personagens são belíssimos. Lily é muito triste, uma larva, uma lagarta, muito frágil. Ele aparentemente é uma pessoa frágil e romântica. A sexualidade é moldada num sentimento, nunca é gratuita. E, hoje em dia, as pessoas usam a sexualidade banalizada em relação ao sentimento - diz ela."

fonte:www.livrariacultura.com.br








sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Dica Literária: O PAÍS DAS NEVES



A dica hoje é sobre um livro do escritor japonês, Yasunari Kawabata (prêmio Nobel de 1968 e considerado um dos representantes máximos da literatura japonesa do século XX), editado pela Estação Liberdade: O PAÍS DAS NEVES.
Vamos a sinopse:

"A primeira versão desta obra foi publicada originalmente em 1937, mas foi apenas dez anos depois, já influenciado pelos acontecimentos da Segunda Guerra, que o escritor japonês terminou a versão final deste romance sobre o amor espontâneo e sem nenhuma esperança de retribuição. Neste livro, de grande repercussão no Japão e no exterior (inclusive com adaptações para o cinema), Kawabata expõe a densidade e as contradições das relações humanas por meio do encontro entre Shimamura, um culto senhor de posses, Komako, uma gueixa das montanhas, e Yoko, uma bela jovem provinciana, trazendo ao leitor um texto comovente e lírico ao extremo. Em vez de provocantes paixões, o desperdício do amor e o sacrifício pessoal dos personagens conduzem-nos a uma atmosfera gélida, com pinceladas de forte afetividade, em que o branco da neve e o frio penetrante contribuem para dar o tom melancólico da narrativa. Não à toa; a estação termal de Yusawa, que o escritor visitou pela primeira vez em 1934, serviu de inspiração para a criação do cenário onde a história se passa."







sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Dica de DVD: Riverdance



Essa semana estou numa correria louca com trabalho, então, sem tempo para postar textos da minha autoria e visitar meus amigos blogueiros, como gosto.
Massssssssssss, para compensar, vou deixá-los com uma dica maravilhosa...quer dizer, para quem gosta de dança, especialmente de sapateado: Riverdance!!!!!

Considerado um dos maiores e melhores grupos de dança folclórica do mundo, Riverdance dá um show de sapateado irlândes.
O grupo se apresentou pela primeira vez no dia 30 de abril de 1994 durante o intervalo de sete minutos, no edição de 1994.
Outra das características de destaque de Riverdance, é a sensualidade das danças, entrando em contraste com as alusões às tradições irlandesas.
O grupo é bem grande e apresentam várias danças, porém, a minha preferida é essa, realizada em um show no final de 2001 em Genebra, na Suiça. Tem coreografia de Bill Wheland, um dos fundadores do grupo e é protagonizada pela dupla Joanne Doyle e Brendan de Gallai.
Essa é uma dica que dou com muito prazer, vamos curtir então um pouco do maravilhoso Riverdance:



quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Dica de vinho: Bremerton Selkirk Shiraz 2003



Hoje a dica é de um vinho tinto australiano, feito com uvas Shiraz: Bremerton Selkirk Shiraz 2003.

- 93 pontos por James Halliday (conceituado crítico de vinhos australianos)
- 90 pontos por Robert Parker
- 87 pontos por Wine Spectator

Amadurecido por 15 meses em carvalho americano (30%) e carvalho francês (70%).
De coloração rubi escuro, aromas típicos de frutas vermelhas (framboesa) e notas de especiarias (cravo e pimenta seca) e balsâmicos da madeira (caramelo). Paladar encorpado e de sabor intenso.

Acompanha bem carnes vermelhas, caça e queijos duros.

Salut!!!


sábado, 27 de outubro de 2007

Dica Literária: Para viver um grande amor



A dica de hoje é um livro de Vinicius de Moraes, editado pela Companhia das Letras: Para Viver Um Grande Amor.
É uma coletânea de 8 crônicas sobre amor, mesclando prosa e poesia.
Um ótimo livro para ler no final de semana!

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Literatura: Corredor Literário


A partir de hoje, 08/10, a Avenida Paulista será tomada por livros, escritores e amantes da literatura.
Começa oficialmente a 3ª. Edição do Corredor Literário, que terá 150 atividades gratuitas em 14 pontos da região. Há atividades para todos os gostos, de palestras e worshops a sessões de autógrafos.
Na FIESP (Av. Paulista, 1.313), uma área batizada como “Hora da Razão” vai receber personalidades da literatura.
Dia 11/10, a partir das 19:00 horas, o escritor Ignácio de Loyola Brandão e o jornalista Alberto Dines participam de um debate. Ainda na FIESP, do dia 09/10 a 14/10, entre 10:00 e 20:00 horas, uma feira vai oferecer livros com descontos.
Maiores informações, http://www.corredorliterario.com.br/.

fonte: Guia do Jornal O Estado de São Paulo

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

 
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