Árvore da Família Federico!


Segunda-feira montamos nossa árvore de Natal!
Sempre gostei muito quando chega essa época, me remete aos tempos de criança.
Quer dizer, quando eu era criança não sobrava dinheiro para minha mãe comprar uma árvore de Natal, nem mesmo tínhamos tantos presentes para colocar embaixo.
O que me faz voltar a ser criança, era o sentimento de querer ter tudo isso.
Eu pensava: "um dia ainda vou ter uma árvore de Natal bem bonita!"

Já faz muitos anos que consigo ter uma árvore de Natal...ela não é graaande, mas acho que fica bonita, pois é montada com muito amor.
E todo ano, quando a monto, vem esse pensamento, de que eu consegui ter minha árvore de Natal...mas, também consegui manter o que sempre houve na minha casa, mesmo sem árvore: o amor, a união, a paz e o caminho da luz, do bem...minha mãe não podia nos dar árvore e tantos brinquedos, mas com certeza nos deu todo o resto!

Antes eu montava sozinha, pois meu marido apesar de gostar, não tem paciência e nem jeito pra isso.
Agora, é uma delícia montá-la com meu filho...ele fica entusiamado como eu e louco para ver a hora que as luzes acendem!
Esse ano ele cismou que temos que ter uma estrela na ponta...a minha não tem, então preciso providenciar.
Ainda falta colocar a cartinha dele ao Papai Noel (a minha não faço mais, hehehehehehehe).
De qualquer forma, eis aqui a pequena, mas cheia de amor, Árvore de Natal da Família Federico!

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Família


A Família
Tarsila do Amaral





Por conta desse tempo maluco (choveu e fez frio), semana passada tivemos um feriado atípico: a cidade ficou cheia!
Shoppings lotados, vi que a 25 de Março teve congestionamento de pessoas, trânsito...
Eu não fiz parte desse stress todo, muito pelo ao contrário, passeio o feriado muito bem, acompanhada de parte da minha família.
E é por isso que resolvi dedicar esse post de hoje à minha família.

Somos em 4 irmãos e sou a caçula e única mulher. (não pessoas, não sou mimada...hehehehehe, talvez só um pouco)
A isso juntam-se os agregados: cunhadas, sobrinhos, meu marido, meu filho e minha mãe...então, quando resolvemos nos reunir vocês podem imaginar como fica.
Quatro coisas básicas acontecem quando nos reunimos:
1- Fotos, muitas fotos! Somos loucos por fotografias e qualquer reuniãozinha é motivo para fotos...
2- Risadas, muitas risadas! É muito fácil achar alguém rindo por aqui, pois sempre há algo engraçado, micos pagos, gafes cometidas, enfim...todo tipo de coisa.
3- Jogos! Adoramos jogar...qualquer coisa: baralho, dominó, uno, dama, xadrez, jogo da velha, forca...qualquer coisa e muitas vezes ficamos HORAS jogando!!!!!
4- Amor, muito amor! Graças a Deus somos uma família em que todos se amam e se respeitam...não há brigas entre cunhadas, cunhados, nora, genro, sogra...vivemos em paz e o alicerce disso é a minha mãe, que é uma coisa de fofa! As pessoas ficam espantadas quando minhas cunhadas dizem que adoram minha mãe (a sogra) e eu digo que adoro minhas cunhadas...acho que isso não é muito comum.

Não sei, talvez o fato de termos crescido longe do meu pai, tenha feito com que criassemos um laço muito forte, um instinto de proteção e de preservação da família. Somos irmãos que se ligam sempre, pra saber como estão os outros...somos irmãos que vibram com o sucesso dos outros e sofrem com as dores dos outros...somos irmãos que gostam de estar sempre juntos!

E é por isso que meu feriado foi tão bom!
Almoçamos fora pra comemorar o aniversário de um dos irmãos e depois viemos para minha casa e tivemos uma tarde regada a bolo simples, pra tomar com café, feito pela minha mãe e ficamos jogando forca até à noite (já que eu não achei nenhum outro jogo meu), enquanto a chuva caia e as crianças deixavam minha sala de pernas pro ar, com brinquedos para todos os lados.
À, noite, depois que todos foram embora e levei meu filho quase capotado de cansado pra cama, ouvi a seguinte frase: "mãezinha, eu adoro quando meus tios e primos vem aqui na minha casa."
Agora fala...tenho ou não motivos pra agradecer sempre à Deus?????

imagem: www.tarsiladoamaral.com.br/

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Deixando pra trás...


Title: Forest Path
Hein Van Den Heuvel

Esse final de semana foi de...libertação!
Sim, se eu tivesse que classificar em uma palavra, acho que seria essa.
Por conta de atitudes que não concordei, que fogem e muito do meu modo de pensar e agir, fiquei vários anos sem ver uma parte da minha família.
Quando falo família, digo tios, avó, primos e etc...
Na verdade foram 17 anos!
Muitos podem falar: "nossa, tudo isso...você deu as costas a sua família...e o perdão?????"
Pois é, é muito fácil falar sobre o perdão, mas praticá-lo, nem sempre!

Não sou hipócrita, não sei ser falsa e não consigo falar ou fazer as coisas se elas não vem do coração.
Acho que tudo nessa vida tem sua hora e sua razão de ser.
Antes de dar as costas a minha família, ela se virou contra nós primeiro...não merecíamos, mas levamos uma punhalada pelas costas e de onde não pensávamos que viria, afinal, família é família, né...
Então, cortei os laços!
Não vou mentir dizendo que senti falta...
No começo o que manteve meu afastamento foi a raiva, depois, com o passar dos anos, foi a indiferença...
Conviver com eles ou não, já não fazia a menor diferença.

E então sábado revi grande parte dessa família... infelizmente foi numa ocasião triste, a missa de 7o. dia de um primo, morto num acidente de carro.
Minha família é do tipo que gosta de se juntar em peso em qualquer ocasião: casamentos, festas, velórios...estão sempre juntos.
Decidi ir à missa, primeiro porque minha mãe queria ir (nunca chegarei a ser boa como minha mãe, ela sim sabe praticar o perdão)...depois, porque meu primo é filho de uma tia que sempre gostei muito...e também porque percebi que revê-los, já não me afetaria mais.

E foi assim...família em peso, todos vieram me cumprimentar, aquele papo: "nossa, como você está bonita...como seu filho é lindo...quanto tempo".
Minha avó não foi...já está com quase 90 anos e não iria aguentar tanta emoção.
Nada sobre o passado foi comentado, mas via vários pares de olhos nos olhando de soslaio, como se esperassem alguma atitude de minha parte.

De minha parte foi uma volta ao passado...vi meus tios mais velhos, revi primos que conheci pequenos, encontrei primos que não conhecia e pronto!
Não senti raiva, não senti mágoa, não senti alegria.
Não quero retroceder no tempo e falar que poderia ter agido diferente.
Não me arrependo da atitude que tive, acho que naquele momento agi da única forma que meu caráter e personalidade me permitiram agir.
Mas, também não vou ficar arrastando corrente uma vida inteira...nesse meu momento não há espaço para mágoas, raivas e se quero ensinar a meu filho a superar as decepções e viver uma vida sem rancor, devo começar por mim mesma.

Com o passar dos anos, com a maturidade, a gente aprende que não se deve julgar os outros de acordo com nossos critérios. Ninguém está acima do bem e do mal e todos somos sujeitos a erros, acertos, falhas, decepções, perdas...
Cada um colhe aquilo que planta...acredito na lei do retorno, na ação e reação...e que todos respondemos um dia por aquilo que fazemos.
Sei que não há como resgatar o passado, essa história e reatar os laços. Mas, fiquei feliz por finalmente ter me libertado e ter dado um passo, deixando o que ficou pra trás e seguindo meu caminho.

imagem: http://www.allposters.com/

terça-feira, 2 de outubro de 2007

 
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