
Canção do dia de sempre
Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...
Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...
E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência... esperança...
E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.
Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.
Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!
E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...
Mario Quintana
imagem: http://www.madeiratourism.org/pls/wsm/docs/MM000233/4.2-Lagoa-do-Vento-Rabacal_gr.jpg
Poema: Canção do dia de sempre
Postado por Edna Federico às 10:49 AM 5 comentários
Marcadores: mario quintana, poema
Dica Literária: DA PREGUIÇA COMO METODO DE TRABALHO
A sinopse do Jornal O Estado de São Paulo diz:
“O gaúcho Mario Quintana (1906-1994), tem obra difícil de classificar, por ter adotado várias formas possíveis da poesia, que vai do soneto ao poema em prosa, passando pelo verso livre.
Essa característica é evidente nesta obra, que privilegia o poema em prosa como linguagem. Mas a forma é variável: aforismos, dísticos, crônicas, diálogos e ditos morais. Quintana mantém o estilo coloquial, calcado na variedade formal, na ironia e no espaço urbano. Ele é um poeta que vê a palavra poética como aliada, crença que faz seus escritos transpirarem suavidade, simplicidade e lucidez. O que não significa que deixe de ser profundo. Algo como “Vale a pena estar vivo – nem que seja para dizer que não vale à pena”.
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Postado por Edna Federico às 10:03 AM 8 comentários
Marcadores: dica, literatura, mario quintana
Poesia: Mário Quintana

Bom dia!!!!
Fiquemos hoje com um poema de Mário Quintana, poeta gaúcho, tradutor e jornalista.
Nasceu em Alegrete, em 30 de julho de 1906, e morreu em 5 de maio de 1994, em Porto Alegre.
É o poeta das coisas simples. Não se preocupava com as críticas, dizia que fazia poesia porque sentia necessidade.
Eu queria trazer-te uns versos
Eu queria trazer-te uns versos muito lindos
colhidos no mais íntimo de mim...
Sua palavras seriam as mais simples do mundo,
porém não sei que luz as iluminaria
que terias de fechar teus olhos para os ouvir...
Sim! Uma luz que viria de dentro delas,
como essa que acende inesperadas cores
nas lanternas chinesas de papel.
Trago-te palavras, apenas... e que estão escritas
do lado de fora do papel... Não sei, eu nunca soube
o que dizer-te
e este poema vai morrendo, ardente de puro, ao
vento da Poesia...
como
uma pobre lanterna que incendiou!
Extraído do livro "Quintana de bolso", Editora LP&M Pocket - Porto Alegre (RS), 2006, pág. 59, seleção de Sergio Faraco.
imagem: www.iel.rs.gov.br
domingo, 3 de junho de 2007
Postado por Edna Federico às 9:48 AM 3 comentários
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