Texto: Khalil Gibran








Title: Heart Kids
Romero Brito









Sobre o amor

" O amor não tem outro desejo além de satisfazer a si mesmo.
Mas se vós amais e precisais ter desejos, que sejam estes os vossos desejos:
Derreter e ser como um riacho que corre e canta sua melodia para a noite.
Conhecer a dor do carinho demasiado.
Ser ferido pela vossa própria compreensão do amor,
e sangrar por vossa própria vontade e com alegria.
Acordar ao amanhecer com o coração leve
e agradecer por mais um dia de amor;
Descansar ao meio dia e meditar sobre o êxtase do amor;
Voltar para casa ao entardecer com gratidão;
E então dormir com uma prece ao bem-amado em vossos corações
e uma canção de louvor em vossos lábios."

Khalil Gibran
Do livro "O Profeta"

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Momento Mãe: Papai Noel








E já que o Natal se aproxima...

Os filhos imitam os pais...mas também sabem introduzir algumas falas! Basta ver pelo monólogo que baixou aqui em casa outro dia:
Euzinha na cozinha e meu filho como sempre andando feito carrapato atrás de mim.
De repente tropeço e bato o dedão do pé (normal)...praguejo, nada assim de palavrão, mas bastou para meu filho, se achando, falar:

- Não pode "falá ixo", mamãe! Agora "oxe" vem aqui e vai ficar "penxando" - me pega pela mão e me bota sentada no sofá - "Oxê foi "malquiada" e não vai ganhar "pesente" do Papai Noel....vou "falá" pra ele dar seu "pesente" pra mim!"

E saiu, me deixando lá com cara de quem não tá acreditando...
Espertiiiiiiiiiiiiiiiinho que só, acho que comi muito peixe na gravidez! riso





quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Selo Amigo
















Recebi do meu amigo blogueiro Heliarly esse mimo, que me deixou muito feliz.
O selo amigo consiste em homenagear os amigos blogueiros que de alguma maneira fizeram ou fazem diferença em sua vida.
Como sempre falo, gosto e leio todos os blogs que estão linkados e todos eles, de alguma maneira, enriquecem meu dia e minha vida.
Mas, tem certas pessoas, que conforme fui me tornando íntima virtualmente, riso, acenderam uma luz, fizeram brotar lágrimas e/ou sorrisos:

MamaNunes: por uma vida marcada pela luta, muitas vezes por dor, mas sem nunca desistir.

Doideira Pura: devolvo o mimo à você, Heliarly, pois é um cara que admiro...por não fazer de uma adversidade uma derrota, mas sim descobriu novas possibilidades.

Multiversos: forte como uma rocha e ao mesmo tempo com a doçura de uma flor...essa é a Adriana, que me faz admirá-la pela coragem...de fazer, de falar e de acontecer.

Janakaboom: por sempre conseguir tirar de mim uma risada, mesmo num dia não muito bom.

Pérolas da Flores: amiga real de longa data, que reencontrei faz pouco tempo e que me mostrou como é forte, batalhadora e bem-humorada.

Asas dos Sentimentos: Jac mãe, Jac esposa, Jac mulher...e GRANDE JAC! Aguentando saudade, solidão, o dia a dia sozinha com os filhos...e ainda sempre tão cheia de carinho com os amigos.

Como o Heliarly escreveu:
" A regra é não ter regra! Passem pra todos Blogueiros que fizeram diferença na sua vida"

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Solidariedade



Oi, povo do bem!
A Mama me falou sobre esse caso e pediu minha colaboração...aqui estou, com todo meu carinho e solidariedade divulgando e também pedindo a vocês que entrem no link do projeto, conheçam e se quiserem colaborem, da maneira que puderem.
Vou copiar o que a Mama escreveu:

"O Thomas, filho do Lou( A Gruta do Lou), sofre com uma cardiopatia congênita desde sempre e, apesar dos pesares tem sobrevivido contrariando os prognósticos da ciência.
O Lou e sua família precisam de todo o tipo de ajuda: Carinho, solidariedade, apoio, amor, generosidade...Todas essas coisas serão de grande valor para a família dele, mas também precisam de dinheiro.
Criei uns button's e um banner para que todos possam acessar o site do projeto e entender o que se passa com os portadores dessa enfermidade e daí, quem quiser, poderá colaborar de acordo com suas possibilidades. Não fique "por fora", não perca a oportunidade de exercer o amor !"

Quem quiser acessar o link do projeto é Projeto Coração Valente.
O blog do Lou é A Gruta do Lou.
E quem quiser os button´s, acesse o blog da MamaNunes.

Música: All Ask of you e na versão brasileira É tudo que se quer.


Bom dia, povo do bem!

Há um tempo atrás, quando fiz um post falando sobre minhas músicas preferidas, fiquei com a impressão que tinha esquecido de alguma.
Claro que minha lista seria enooooorme, pois gosto de muitas músicas, uma para cada momento, mas cometi um erro imperdoável ao deixar de fora All Ask of you!
Adoro essa música e adoro o filme The Phantom of the Opera!!!!!!!!
Já assisti muitas vezes e fui ao teatro ver o musical.
É engraçado como certas músicas nos acompanham pela vida...
Desde criança tenho mania de pensar em alguma coisa que quero e falar: "um dia vou fazer...um dia vou ter..."
E não são coisas que depois se vão com o tempo...pode demorar, mas um dia ou outro acabo realizando meu desejo.

Não lembro exatamente quando vi o filme pela primeira vez, mas me lembro que fiquei parada na frente da TV, extasiada pela música, chorando com a cena e pensei: "quando me casar, quero que essa música toque em algum momento da cerimônia."
E assim foi...quando a orquestra começou a tocar, ouvi os acordes dos violinos e o coral cantando All Ask of You pra nós, no momento do meu casamento, chorei muito no altar...senti a música invadindo meu corpo e minha alma e sabia que nunca mais iria esquecer aquele momento: eu me casando, com o homem me amava e tocando aquela música!
Isso já tem alguns anos, mas a emoção é a mesma.
O slide acima, é de alguns momentos do meu casamento.

Vou colocar as duas versões: a original, com a cena do filme e a versão brasileira, interpretada por Emílio Santiago (gosto quando ele canta com a Verônica Sabino, mas não achei).
Só me resta fechar os olhos e me emocionar novamente com a música...




imagens: de propriedade de Edna

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Poema: A palavra mágica
















A palavra mágica


Certa palavra dorme na sombra
de um livro raro.
Como desencantá-la?

É a senha da vida
a senha do mundo.
Vou procurá-la.

Vou procurá-la a vida inteira
no mundo todo.
Se tarda o encontro, se não a encontro,
não desanimo,
procuro sempre.

Procuro sempre, e minha procura
ficará sendo
minha palavra.

Carlos Drummond de Andrade

imagem: http://palavrasaovento.blogs.sapo.pt/arquivo/beijos_dourados.jpg

sábado, 24 de novembro de 2007

Dica Literária: INFIEL - A HISTÓRIA DE UMA MULHER QUE DESAFIOU O ISLÃ


A dica de hoje, é um livro que nos chama a atenção para os abusos e absurdos que essas mulheres ainda são obrigadas a suportar.
Um livro que todos devem ler: INFIEL - A HISTÓRIA DE UMA MULHER QUE DESAFIOU O ISLÃ, de Ayaan Hirsi Ali, editado pela Companhia das Letras.
Vamos a sinopse:




Em novembro de 2004, o cineasta Theo van Gogh foi morto a tiros em Amsterdã por um marroquino, que em seguida o degolou e lhe cravou no peito uma carta em que anunciava sua próxima vítima - Ayaan Hirsi Ali, que fizera ao lado de Theo o filme Submissão, sobre a situação da mulher muçulmana. E assim essa jovem exilada somali, eleita deputada do Parlamento holandês e conhecida na Holanda por sua luta pelos direitos da mulher muçulmana e suas críticas ao fundamentalismo islâmico, tornou-se famosa mundialmente. No ano seguinte, a revista Time a incluiu entre as cem pessoas mais influentes do mundo. Como foi possível para uma mulher nascida em um dos países mais miseráveis e dilacerados da África chegar a essa notoriedade no Ocidente? Em 'Infiel', sua autobiografia precoce, Ayaan narra a impressionante trajetória de sua vida, desde a infância tradicional muçulmana na Somália até o despertar intelectual na Holanda e a existência cercada de guarda-costas no Ocidente. É uma vida de horrores, marcada pela circuncisão feminina aos cinco anos de idade, surras freqüentes e brutais da mãe, e um espancamento por um pregador do Alcorão que lhe causou uma fratura no crânio. É também uma vida de exílios, pois seu pai, quase sempre ausente, era um importante opositor da ditadura de Siad Barré - a família fugiu para a Arábia Saudita, depois para a Etiópia, e finalmente se fixou no Quênia. Obrigada a freqüentar escolas em muitas línguas diferentes e conviver com costumes que iam do rigor muçulmano da Arábia à mistura cultural do Quênia, a adolescente Ayaan chegou a aderir ao fundamentalismo islâmico como forma de manter sua identidade. Mas a guerra fratricida entre os clãs da Somália e a perspectiva de ser obrigada a se casar com um desconhecido escolhido por seu pai, conforme uma tradição que ela questionava, mudaram sua vida, e ela acabou fugindo e se exilando na Holanda. Ela descobre então os valores ocidentais iluministas de liberdade, igualdade e democracia liberal, e passa a adotar uma visão cada vez mais crítica do islamismo ortodoxo, concentrando-se especialmente na situação de opressão e violência contra a mulher na sociedade muçulmana.


Saiu na Revista Veja em 17/10/2007:

Ayaan Hirsi Ali é uma mulher de sorte. Pelo menos, é o que ela diz no epílogo de Infiel (tradução de Luiz A. de Araújo; Companhia das Letras; 512 páginas), seu livro de memórias. Não deixa de ser uma declaração surpreendente: nas páginas que antecedem o capítulo final, Ayaan passa pela excisão do clitóris, em uma operação bárbara, realizada sem anestesia, e é espancada até ter a cabeça fraturada por um professor da escola islâmica – para ficar apenas com os infortúnios da infância. Crítica feroz da opressão das mulheres sob o Islã, a ex-parlamentar holandesa de origem africana detesta a insinuação de que seus ataques são resultado do ressentimento por seu passado "traumático". "Quero ser julgada pela legitimidade dos meus argumentos, não como uma vítima", escreve ela. Não resta dúvida, porém, de que sua biografia empresta força ao seu argumento. Ayaan diz basicamente que o mundo islâmico em geral está em descompasso com a modernidade e que as sociedades ocidentais oferecem mais liberdade e segurança, sobretudo para as mulheres. Nascida na Somália e criada por uma família muçulmana, Ayaan tem a autoridade da experiência para falar desses temas. A grande sorte de Ayaan foi sua fuga para a Holanda, país que lhe deu cidadania e onde ela fez uma breve e controversa carreira política, como parlamentar pelo Partido Liberal. Na Holanda, ela colaborou com o cineasta Theo van Gogh na realização do curta-metragem Submissão, que inflamou os fundamentalistas por sua denúncia da condição feminina sob o Islã – e pelo sacrilégio de mostrar trechos do Corão, em árabe, impressos sobre a pele nua de uma mulher espancada. Em 2004, Mohammed Bouyeri, holandês de ascendência marroquina, matou Van Gogh quando ele andava de bicicleta nas ruas de Amsterdã. Depois de balear o cineasta, ele o degolou e afixou, com uma faca, uma carta em seu peito – repleta de ameaças a Ayaan, que então passou a viver sob vigilância constante de guarda-costas. Incomodados com esse aparato de segurança, os vizinhos de Ayaan pleitearam, na Justiça, que ela deixasse o prédio. Pela mesma época, surgiram acusações de que ela teria mentido na sua solicitação de cidadania holandesa, em 1997. Detalhes mínimos como a mudança de um nome de família quase causaram cassação da cidadania – e provocaram uma crise que levou à queda do gabinete liberal, em 2006. Ayaan mudou-se para os Estados Unidos, onde aceitou uma posição no American Enterprise Institute, um "think tank" conservador. A mulher que estava destinada à servidão doméstica – o pai chegou a arranjar seu casamento com um desconhecido – acabou entrando para uma lista das 100 pessoas mais influentes do mundo elaborada pela revista Time, em 2005. Adversária do relativismo, Ayaan não admite que práticas como a ablação do clitóris e o casamento arranjado à revelia da mulher sejam desculpadas em nome do respeito a tradições primitivas. Essas posições perfeitamente razoáveis têm valido a ela uma bizarra acusação de rendição ao "imperialismo cultural" do Ocidente – como se ela devesse se submeter à opressão e à tortura por fidelidade a suas raízes. À parte sua história fascinante, marcante no livro de Ayaan é o desassombro com que ela afirma cabalmente a superioridade dos valores ocidentais: "Passei do mundo da fé para o mundo da razão. Sei que um desses mundos é simplesmente melhor do que o outro".

fonte: www.livrariacultura.com.br

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

 
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