Dica literária: TERRA E CINZAS





Hoje a dica é de um romance: Terra e Cinzas, editado pela Estação Liberdade.Foi escrito por Atiq Rahimi, um escritor afeganistão, mas que vive refugiado na França desde 1985.
Vamos a sinopse:





"Um ancião num vale esquecido à beira de um rio ressecado. Um menino que não ouve mais. Uma cabana de vigia à entrada de uma mina. E mais nada, além do ressecado do vale desértico. Do escritor e cineasta afegão Atiq Rahimi, este é um panfleto anti-guerra, onde o velho e seu neto estão aguardando, num passar do tempo raro na literatura mundial, uma carona para a mina onde está trabalhando o filho do primeiro e pai do segundo, com a incumbência de anunciar a ele que a família morreu num ato de guerra. O pano de fundo é o conflito gerado durante o regime pró-soviético no início dos anos 80. Mas os sinais e o opressor de plantão são intercambiáveis, e são o que permanece desta leitura que faz o leitor mergulhar no mundo de antigos contos persas."


Vejam o que disse o jornal O Estado de São Paulo sobre o livro:


O Estado de S. Paulo / Data: 11/1/2004 -As implacáveis lembranças do Afeganistão Atiq Rahimi transforma seu livro Terra e Cinzas em longa de ficção
Por Ubiratan Brasil:


"O escritor afegão Atiq Rahimi deixou momentaneamente o trabalho solitário da escrita para se fechar em uma sala de edição – em Paris, onde mora desde 1985. Ele se ocupa como trabalho de finalização de seu primeiro longa-metragem de ficção, Terra e Cinzas, inspirado em seu próprio livro. E, para realizar o filme, embarcou em uma viagem sentimental, pois voltou ao Afeganistão depois de ser obrigado a deixar o país quando iniciou a guerra civil nos anos 1980, marcada pela retirada dos soviéticos.
As lembranças voltaram forte quando Rahimi e sua equipe chegaram à mina de carvão de Karkar, na rota que liga a cidade de Pol-e-khomi à capital, Cabul. O escritor esteve no local em 1981, quando atuava como jornalista e lá presenciou cenas inesquecíveis, como os trabalhadores descendo até 200 metros abaixo da terra, sem a proteção de capacetes e com os pés nus. Foi a partir dessa experiência que ele se inspirou para escrever Terra e Cinzas, já editado no Brasil, pela Estação Liberdade (80 págs.), que lançou também seu livro seguinte, "As Mil Casas do Sonho e do Terror" (180 págs.).
Na verdade, trata-se de um conto: depois do massacre de uma vila afegã pela armada soviética, um ancião, Dastaguir, e seu neto, Yassin, que não escuta mais, partem em busca de Murad, pai do garoto e filho do velho, para relatar as mortes provocadas pelo ataque. Em um passar de tempo raro na literatura mundial, os dois aguardam uma carona para amina onde Murad trabalha e vislumbram, com amargura, que de seu país, outrora belo, sobraram apenas cinzas contas com a guerra e uma reflexão sobre a posição do homem diante da morte”, contou Rahimi em 2002, quando esteve em São Paulo para a Bienal do livro justamente para lançar Terra e Cinzas. Ele deixou o país rumo ao Paquistão, em uma jornada de oito dias a pé em pleno inverno. Aceito como refugiado político na França (nação que escolheu, entre outros motivos, por causa do cineasta Alain Resnais e seu filme "Hiroshima, Meu Amor"), ele se doutorou em comunicação audiovisual na Sorbonne, tornando-se também diretor de documentários."



fonte: http://www.livrariacultura.com.br/


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

7 Comments:

Critical Watcher said...

Boa dica!
Vou ver se encontro.
Beijo!

Sig Mundi said...

Olá,

Valeu a dica. Pareceu bem interessante!

bjs, andrea

Dri said...

taí, gostei, vou procurar pra ler, obrigada. bjos

PríncipeTito Blog said...

Abraços...Boa semana !!!

Divinius said...

Muito bonito:)
A LUZ QUE TE DEIXO É DA COR DA MINHA VIDA:)

Renato Bueloni Ferreira said...

O Afeganistão volta a ser tema de filmes e livros...bom para vermos como a guerra destrói, como é brutal.
Parece que esquecemos deste tipo de violência que está tão distante do Brasil, ainda que tenhamos a nossa "guerra urbana".

Rosa Maria said...

Eu li o livro e concordo com vc.
Lírico, muito bem escrito, mas profundamente tocante. Destaguir representa o homem sem rumo, sem futuro, sem perspectiva nenhuma, diante de uma realidade, de um meio social e natural totalmente adverso e que, por isso mesmo, o arrasa. Sua estrada é de "Terra e Cinzas"!

 
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