Aprendendo a ser mãe



Esses dias atrás aconteceu algo que me mostrou mais uma vez, que ser mãe é um aprendizado diário.

Me preparei muito para ter um filho, li todos os livros que podia sobre o assunto: como dar banho, como limpar o umbigo, criando rotinas para dormir, identificando os choros, aprendendo a fazer papinhas, desenvolvimento da criança, educando seu filho, brincadeiras para cada idade e etc, etc, etc...pilhas de livros e revistas.
Os livros ajudam, mas na verdade quem me ensina mesmo a ser mãe, é meu filho!

E tem uma coisa que a gente aprende sozinha...temos que aprender a lidar com o desprezo, a rejeição e a exclusão que nosso filho eventualmente sofre por parte de outras crianças...ou até mesmo de adultos!
E olha, isso é o mais difícil de aprender, pois como mãe-leoa, a vontade que dá é de sair estapeando quem maltrata meu filho!

Uma querida amiga minha teve um problema assim na semana passada e vi como doeu em seu coração...doeu no meu também, pois a amo e também ao seu filho.
Esses dias foi minha vez de passar por algo parecido...

Fomos a uma festa de aniversário de um amiguinho dele. Meu filho é super sociável, logo se enturma, divide os brinquedos (nem sempre, claro)...
Ele e o aniversariante às vezes brincam juntos, já que somos muito amigos dos pais dele.
Vai que uma hora eu estava por perto, vendo se estava tudo bem e vi meu filho chegar perto do amiguinho e de outro...esse outro, que não era lá muito simpático e nunca tínhamos visto, empurrou meu filho e disse: "você não!"
Ai, gente...ver meu filho com uma cara de decepção tão grande, se sentindo excluido e ficar só olhando, despedaçou meu coração...
A mãe-leoa que existe em mim não aguentou...fui até lá, chamei os dois pra perto dele e falei pro aniversariante que quando ele estava sozinho com meu filho, queria brincar o tempo todo, então que agora também não era certo deixá-lo de lado.
Claro que falei numa boa, afinal, são crianças e isso é normal acontecer...depois ficou tudo bem, todos brincaram juntos.

Talvez eu não tenha feito certo, pois sei que tenho que deixar meu filho aprender a resolver os seus problemas e suas diferenças...mas, também estou aprendendo e muitas vezes a mãe-leoa surge com mais força. Essas coisas devem ocorrer às vezes quando não estou por perto também e tenho que confiar que meu filho saberá superar.

Agora sei o que minha mãe sentia e ainda sente cada vez que alguém maltrata um dos seus filhos...ela falava que dá vontade de puxar o cordão umbilical e trazer de novo o filho para o útero!
A vontade de proteger, de amparar, de não deixar que nada de mal aconteça, de não deixar que ninguém despreze e maltrate nosso filho, é mais forte do que tudo.

Sei que ao longo de sua vida ele terá desapontamentos, decepções, nem sempre as coisas darão certo, nem sempre ele será amado e minha função como mãe, é prepará-lo pra isso, é fazê-lo forte pra seguir em frente, pra levantar e continuar.
E é só assim que a gente aprende mesmo...só passando por momentos assim, é que vamos aprendendo a ser mãe e o mais interessante: cada vez mais que aprendo a ser mãe, aprendo mais a ser filha!


quinta-feira, 26 de julho de 2007

12 Comments:

Bion said...

Por esse post, acho que vc vai gostar do meu novo post... rs

Vai lá!

Ser mãe é uma delicia sim, mas ser pai é maravilhoso!

Girassol said...

Achei este texto muito bonito, talvez pelo lado maternal, n�o sei.. apenas sei que gostei.
Ainda n�o sei o que � ser m�e, mas ouvindo os relatos das centenas de m�es que conhe�o, de facto deve ser a melhor e mais exigente experi�ncia do mundo.
O nosso instinto � para proteger entes queridos, sabemos que n�o podemos estar sempre a interferir, mas � tentador quando situa�es dessas acontecem e sabemos que quem amamos est� magoado.
Certas coisas s� aprendemos quando as vivenciamos, n�o � mesmo?
Com certeza o teu filho � uma crian�a bem feliz, isso � um passo fundamental para um crescimento saud�vel.
Essa tua �ltima frase lembrou-me aquela ideia de que s� aprendemos a ser filhos quando somos pais. E os pais s� aprendem quando s�o av�s. =)

beijinhos.

Simone said...

é, não existe manual mesmo.

Margarete said...

É Edna, é muito difícil ver o filho (a) passar por algumas situações, dá vontade de sair no tapa mas aí a gente respira fundo... passo por isso há 12 anos 11 meses e treze dias e muitas vezes chorei por dentro pois existem crianças que na sua ingenuidade acabam sendo maldosas pra valer.

pensamentosocultos said...

Ser Mãe deve ser a coisa mais bonita da Vida , mas também temos de aprender a ser , não é verdade ?!

BeisinhO

(OBRIGADO pelas visitas, sempre Bem-Vinda )

-.-

Jana said...

Edna,

não sei se vou casar, mas sei que vou ser mãe. Queo muito adotar algum dia tb. Nasci em um ambiente de mulheres-leoas, territorialistas e defensivas, e eu não podia ser diferente. Sou muito maternal mesmo não sendo mãe ainda. Morei um tempo na Alemanha e a minha priminha de la é 10 anos mais nova que eu, um dia, fui buscá-la no ponto de ônibus escolar, ela desceu com o nariz sangrando, um menino tinha dado um murro nela. Ela tinha 7 anos, ele tinha 12 e eu não sabia uma palavra de alemão para explicar o que ele tinha feito era errado. O que eu fiz? Segui ele durante uma semana. Silcenciosamente, ameacei se ele tocasse nela de novo ela ia ver.

Se eu acho o que eu fiz foi errado? Não.

Beijos,
Jana

Marcelo said...

Costumo dizer que o amor de mãe é o único amor, de fato, incondicional...

Beijos, menina mãe.

Ácido Poético said...

Muito belo o texto...sensibilidade e muita emoção...

Bom, eu não almejo ainda ser pai. Adoro crianças, mas...quem sabe?

Beijos
Brunø

cõllybry said...

Que imagem fantastica...Ser Mãe é mesmo um apredizado constante...
belo texto...

Bjca doce

Milla Loureiro said...

fico feliz de saber q me linkou,farei o mesmo!

é verdade, vc fez certo...conv com crianças é sempre bom, mostrar ter sensibilidades desde pequeninos!

bjos

Whispers said...

Andando a visitar blog encontrei o teu e parei e te li, gostei
Eu sou educadora infantil, não tenho filhos meus agora conheço bem o que e cuidar de criança e te dou meus parabéns agiste certa, não só deste uma lição ao menino que rejeitou teu filho como deste uma lição ao teu filho que não se deve rejeitar ninguém..
Continua que vais por o caminho certo o melhor livro e o teu coração
beijinhos mil em seu coração
Whispers

Jac C. said...

Olha amiga, sei exatamente do que está falando, meus filhos são ainda pequenos e esse aprendizado é constante e interminável.
Lembro-me de qdo minha filha teve sua primeira terrível dor de barriga... eu a juntava a mim embalando-a e dizendo: ai filha, se eu pudesse sentiria todas as suas dores por vc... mas isso vc vai ter que passar sozinha, só que tô aqui com vc filhinha e vou ficar acordada até que esteja bem de novo.

Bjs e ó... cumpri minha tarefinha já...rs

 
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